Durante a sessão ordinária realizada nesta segunda-feira (24), a saúde pública municipal de Ruy Barbosa esteve no centro dos debates da Câmara de Vereadores. Parlamentares trouxeram à tona um problema crônico enfrentado pelo município: a sobrecarga no atendimento do hospital local, apontada como reflexo direto das falhas na rede básica.
O vereador Marcos abriu a discussão ao destacar a situação da unidade hospitalar, que funciona como instituição filantrópica. Segundo ele, o hospital tem operado além de sua capacidade devido à deficiência nos serviços prestados pelos Postos de Saúde da Família (PSFs).
"A demanda está sobrecarregada no nosso hospital por causa do atendimento precário fornecido pelo município nos PSFs", pontuou o parlamentar durante o uso da tribuna.
Na mesma linha, o vereador Tacinho apresentou uma proposta prática para tentar desafogar a instituição. Ele sugeriu que a gestão municipal crie um PSF com funcionamento integral de segunda a sábado, eliminando o modelo de distribuição de fichas — alvo frequente de críticas da população.
Segundo Tacinho, a atual limitação no número de fichas impede que muitos cidadãos tenham acesso ao atendimento básico, fazendo com que demandas simples acabem sendo direcionadas ao pronto-socorro do hospital, gerando filas e superlotação.
Elevando o tom das cobranças, o vereador Bel também usou a tribuna para relembrar promessas inválidas de campanha feitas pela gestão, a exemplo do compromisso de que o atendimento nos postos não fecharia ao meio-dia. Bel denunciou que os PSFs estão atualmente com poucos médicos, o que agrava a sobrecarga no hospital, e fez duras críticas ao Secretário de Saúde, Ivonildo.

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