O que deveria ser um dia de celebração para as mulheres tornou-se um marco de angústia e esperança para a família de Juscinete Francisca Oliveira, de 50 anos. Conhecida carinhosamente como "Netinha", a moradora de Ruy Barbosa trava uma batalha dupla: contra um câncer de esôfago em estágio avançado e contra o tempo na fila da Regulação.
Internada atualmente no Hospital Metropolitano, em Lauro de Freitas, Netinha aguarda há mais de um mês por uma vaga em uma unidade especializada em oncologia. Segundo a família, o quadro clínico é delicado; a paciente já passou por procedimentos de gastrostomia e traqueostomia para garantir sua sobrevivência básica enquanto o tratamento principal não começa.
De acordo com o filho de Juscinete, Marcos, a transferência da Santa Casa de Misericórdia de Ruy Barbosa para o Hospital Metropolitano foi um passo importante, mas insuficiente. Para o tratamento oncológico específico, ela precisa ser admitida em unidades de referência, como o Hospital Aristides Maltês ou o Hospital Santo Antônio (Obras Sociais Irmã Dulce), ambos na capital baiana.
“Minha mãe nunca perde a esperança. Mesmo diante de tanta dor, ela acredita que uma solução virá neste Dia das Mulheres", desabafa o filho.
O caso de Netinha está registrado no sistema sob o número de regulação 47733215. A demora de mais de 30 dias evidencia o gargalo enfrentado por pacientes do interior que dependem da rede estadual para procedimentos de alta complexidade. Enquanto a vaga não surge, o tumor avança, reduzindo as janelas de eficácia do tratamento.
A família faz um apelo às autoridades de saúde e à Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB) para que a prioridade de Juscinete seja reavaliada, dada a gravidade dos suportes de vida que ela já utiliza.

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