​Família aponta negligência no sistema de regulação em Ruy Barbosa após morte de bebê

Um caso de extrema gravidade vem à tona esta semana, após a paciente Zamile Pereira relatar a perda de sua filha, Eliza, em decorrência de falhas no processo de regulação hospitalar. Com diagnóstico de pré-eclâmpsia e Síndrome de HELLP — uma condição obstétrica de alto risco que exige transferência imediata para unidades de suporte avançado —, a paciente alega ter sido submetida a uma espera fatal por falta de agilidade no sistema de saúde.


Segundo o relato da família, a paciente buscou atendimento após exames confirmarem o quadro grave. A equipe médica local solicitou, no dia 9 de junho, a transferência para unidades de referência (Feira de Santana ou Salvador). No entanto, o pedido de regulação teria sofrido atrasos críticos. Conforme apurado por familiares junto a funcionários da unidade, o documento essencial para a transferência não teria sido inserido no sistema em tempo hábil.


"Se tivessem feito o pedido antes, eu teria sido transferida e minha filha poderia estar viva", desabafa a mãe.

A gravidade do quadro foi confirmada no dia 11 de junho, quando a paciente constatou a interrupção dos batimentos cardíacos fetais. Mesmo após o óbito fetal, a transferência só foi efetivada no dia 13 de junho. O caso ganha contornos ainda mais preocupantes com a denúncia de que, no momento da remoção, houve uma tentativa inicial de transferência em ambulância comum, sendo necessário o reforço da família para a solicitação de uma UTI Móvel, dado o risco iminente de infecções, hemorragias e convulsões decorrentes da Síndrome de HELLP.


O caso levanta questionamentos urgentes sobre a eficiência da regulação estadual e o protocolo de atendimento a gestantes de alto risco na região. A espera por respostas sobre a responsabilidade dos envolvidos no atraso da transferência persiste, enquanto a família busca justiça para que episódios de desamparo como este não voltem a ocorrer.


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