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"Afastamento é inevitável", diz Senador Rui-barbosense sobre Dilma

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Depois de amanhã, a comissão especial na Casa votará a admissibilidade do processo de impedimento e a expectativa entre aliados do governo é que haja aprovação do mérito. “Provavelmente, nessa primeira votação, que é da admissibilidade, cerca de 52 votos serão pelo afastamento da presidente Dilma para que ela venha  ser julgada. Eu acho que o afastamento é inevitável. Acho que até a própria presidente e o Palácio do Planalto já têm consciência disso”, afirmou Otto Alencar, ontem, em entrevista à Metrópole FM. O pessedista diz que não dá para prever o cenário pós-impeachment: “as consequências do afastamento são imprevisíveis”.


O senador Otto Alencar, presidente do PSD na Bahia, é o único parlamentar no bloco composto por dez integrantes que é contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Apesar do posicionamento, o congressista admite que o processo é irreversível por conta de uma série de fatores que levaram, segundo ele, ao isolamento da chefe do Executivo. Depois de amanhã, a comissão especial na Casa votará a admissibilidade do processo de impedimento e a expectativa entre aliados do governo é que haja aprovação do mérito.



“Provavelmente, nessa primeira votação, que é da admissibilidade, cerca de 52 votos serão pelo afastamento da presidente Dilma para que ela venha  ser julgada. Eu acho que o afastamento é inevitável. Acho que até a própria presidente e o Palácio do Planalto já têm consciência disso”, afirmou Otto Alencar, ontem, em entrevista à Metrópole FM. O pessedista diz que não dá para prever o cenário pós-impeachment: “as consequências do afastamento são imprevisíveis”.


O senador foi cauteloso ao falar do vice-presidente Michel Temer (PMDB), que deve assumir a Presidência da República com o afastamento de Dilma. Ao contrário de outros aliados do governo petista, Alencar evitou classificar o peemedebista de “vice-golpisa”, como apregoa a militância pró-Dilma, e teceu elogios ao possível novo presidente. “É muito sereno, é muito tranquilo. Me parece ser uma pessoa equilibrada, tem uma experiência muito boa”, afirmou.


O partido do senador, o PSD, deve integrar o governo Temer com a participação do ex-ministro Henrique Meirelles, nome cotado para o Ministério da Fazenda. O presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, ex-ministro das Cidades do governo Dilma, já levou Meirelles ao encontro de Temer para tratar da futura gestão e deve assumir a pasta das Comunicações. Na Câmara dos Deputados, o partido orientou a bancada a votar favoravelmente ao impedimento. “O Kassab não teve controle sobre sua bancada, que queria votar pela admissibilidade na Câmara. Dos 38 deputados do PSD, apenas oito votaram contra o processo”, lembra Otto.


Texto: Tribuna da Bahia